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A Longevidade Como Meta

O processo de envelhecimento não costuma ser levado a sério pela imensa maioria das pessoas. Não sei das outras pessoas (desconfio de que o que aconteceu comigo acontece desde sempre com todas elase certamente continuará acontecendo), mas o meu processo de envelhecimento começou quando eu ainda dentro do útero da minha mãe.

A partir do momento em que passamos do status de espermatozoide para embrião o processo de envelhecimento tem início. Envelhecemos para embrião. Daí passamos a feto. Envelhecemos tanto que chega um momento em que temos que sair de lá. Pelo menos comigo foi assim.

Não disponho de evidências de que foi diferente com outras pessoas.

Quando saímos para este mundo o processo de envelhecimento continua. Chegamos quase sem nenhum recurso, precisando da ajuda de outros que envelheceram o suficiente para poder nos ajudar no início. E seguimos envelhecendo, até aprender a engatinhar. Depois até aprender a andar. Envelhecemos até chegar à puberdade; depois até a adolescência. Avançamos até a idade adulta; depois até termos idade avançada, e daí até à morte.

Gostemos ou não da ideia, em momento algum da passagem do tempo nós rejuvenescemos. Sempre estamos ficando mais velhos.

O que podemos fazer a respeito

Há muitas formas de se lidar com o processo de envelhecimento, tanto durante quanto depois. Depende muito se a pessoa é do tipo que tem consciência de que além de inevitável é um processo de escolha.

Por exemplo, você pode escolher se tornar um velho brincalhão. Pode escolher que vai se tornar um velho reclamão. Que será um velho com boa saúde. Pode escolher que será um velho com algumas doenças (ou eventualmente apenas uma, muito grave).As opções são infinitas. Então, é preciso ter consciência.

O que eu pretendo fazer aqui

Durante muitos anos eu escrevi num outro blog, que se chamava Quem Vai Querer Saber™. Naquele espaço escrevi muito sobre o meu dia-a-dia. Era uma coisa que hoje eu sei que não servia de nada para ninguém, mas eu fazia, porque era um jeito de me comunicar. Foram vários anos.

Agora estou de volta par um outro projeto, mas devo confessar que não sei direito como vou fazer. Porque a ideia agora é mostrar para pessoas que estão se encaminhando para a terceira idade (ou que já estão nela) que é possível, sim, ter uma velhice tranquila, com saúde, mas, ao mesmo tempo, é preciso saber que essa condição não cai de paraquedas no nosso colo. É preciso saber fazer por onde.

Como todo mundo já deve saber, ou pode imaginar, só posso falar do que funciona para mim. É a mesma ideia que tenho no blog do You Tube em que abordo este mesmo tema. Eu não sou médico. Não sou nutricionista. Gosto de psicologia, mas não estudei isso. Como escrevi ali em cima, há muitas maneiras de se lidar com o processo de envelhecimento.

Desde muito tempo

Digamos assim: eu passei boa parte da minha juventude, na idade adulta, me preparando para o momento em que me daria conta de ter envelhecido. É estranho falar disso, porque, de acordo com o que escrevi no início, o envelhecimento ocorre por natureza. Mas a maioria das pessoas só costuma pensar nisso quando chega realmente a uma certa altura da vida..

Ao longo dos anos eu tratei de desenvolver muitos interesses, a fim de manter minha cabeça sempre muito ocupada. Doenças degenerativas são frequentes, na velhice. Portanto, é preciso fazer o que for necessário para manter a saúde cognitiva. Não sou um grande pensador, longe disso.

Mas sempre li muito. Não é costume agradecer pela capacidade de ver. O mais comum é reclamar quando a visão começa a dar sinais de cansaço. Em alguns casos, mesmo depois de anos usando óculos, é possível que uma pessoa perca a capacidade da visão. Então, eu sempre agradeci, especialmente depois que comecei a trabalhar com computadores, em 1979.

A partir dali, a minha miopia galopou; até então, eu enxergava muito bem.

O diário do envelhecimento

A ideia básica é que pretendo viver até chegar aos 100 nos ou mais. No final do mês de julho completei 68 anos. O corpo do ser humano é estruturado para viver pelo menos até os 120 anos, em condições normais. E aí que está. Que condições normais seriam essas?

Na superfície da Terra, o ser humano é a criatura mais adaptável que existe. Nós, a Humanidade, conseguimos nos adaptar a tudo, Então, por que não nos adaptarmos a uma vida saudável, longe de doenças, que são, em sua grande maioria, geradas por nós mesmos, pelo nosso comportamento?

Não estou me referindo aqui às exceções. Existem as doenças raras. Algumas são extremamente raras. Outras são adquiridas; outras são genéticas. Estou falando aqui daquelas que poderiam ser evitadas com mudanças em nossos comportamentos.

Eu não sei se algum dia terei alguma doença rara. Não podemos prever isso. Mas podemos prevenir o surgimento daquelas que são as mais comuns quando se chega numa idade avançada.

Falando de saúde

Para chegar o mais próximo possível do século de vida (e talvez ir além) desde muito cedo eu entendi que precisaria cuidar de três áreas específicas: saúde mental, saúde espiritual, saúde física. Não dá para se viver muito, e bem, se alguma destas três áreas não estiver em ordem.

Saúde física eu comecei a cuidar, de verdade, em 1999 (mas sempre cuidei dela, a começar por nunca ter fumado e nunca ter ficado muito fã de bebida alcóolica). Mental em vim trazendo ao longo dos anos. Ao longo dos dias, aqui, vou escrever sobre algumas estratégias que uso para me ajudar nesta parte.

Trabalho na minha saúde mental até mesmo quando estou sentado na frente da televisão maratonando alguma série (apesar de os estúdios de dublagem e as plataformas de streaming estarem dificultando muito a minha vida neste quesito). Depois escreverei mais sobre isso.

 A saúde espiritual eu comecei a cuidar faz alguns anos, a partir do momento em que (antes mesmo de os choaches atuais começarem a dizer isso) pariu de acompanhar noticiários na televisão. Assassinatos e outras notícias depressivas, só tomo conhecimento das manchetes, e ainda assim, em apenas um site de notícias pela internet, no celular.

Acompanho futebol direto, mas apenas de competições em que o Grêmio esteja envolvido. Exceção para o Juventude, na Série B.

Alguns detalhes

Para o meu gosto, a saúde física não se restringe apenas ao hábito de fazer exercícios. Eu nem sou um grande fazedor de exercícios. Não frequento academia. Faço exercícios em casa, com pesos e um cabo de vassoura, e também caminhada, porque tenho esteira. Tenho esteira em casa desde 2010.

A minha esteira nunca serviu e nunca servirá de cabide para acomodar nada. Eu uso. E uso diariamente. Quando não uso, mesmo assim dou um mínimo de 4.000 passos por dia. Quem nunca tentou não sabe o quanto isso é difícil. Eventualmente, quando a esteira sofre algum enguiço, eu caminho pelas peças da casa, ou vou para a rua (gosto mais disso no verão)

Vou escrever mais a respeito depois.

E as rotinas. . .

A saúde mental, eu trato não só com leitura e a estratégia mencionada para os momentos de televisão. Faço um pouco de palavras cruzadas todos os dias, no momento mais improvável para a maioria das pessoas. Também escreverei sobre isso mais tarde. Tenho um ritual de escrita que também é cumprido diariamente. Depois escreverei sobre isso.

A parte de só acompanhar as notícias pela internet tem um lado muito bom, que é o das manchetes contando alguma coisa boa. Essas eu abro para ler. Duplicação de estradas, revitalização de praças, distribuição de vacinas. Coisas que elevam o moral..

Onde mais

Para quem leu até aqui, que suponho também esteja interessado, interessada, em cuidar da saúde, viver bem, e quem sabe tentar chegar ao centenário ou ir além, vou reiterar que tenho um canal do You Tube, onde abordo a mesma temática daqui, só que em vez de ler, a pessoa pode ouvir enquanto faz outras coisas.

São espaços complementares, mas não necessariamente réplicas um do outro. Entrando em www.youtube.com/@retaliadopoa, vc chega lá.

Para finalizar este post: acredito que seja muito difícil a pessoa alcançar uma longevidade saudável em todos os aspectos sem alcançar um importante estado de paz de espírito. Todos os assuntos que abordarei aqui, no caso, as narrativas de como vivo meus dias, como desenvolvo alguns hábito e habilidades, têm como plano de fundo este estado de paz de espírito.

Muitas vezes vou me tornar repetitivo. Uma das coisas que aprendi na vida (que podem ser muitas ou poucas, dependendo do ângulo de vista) é que “a repetição é a mãe do aprendizado“. Não cabe a mim dizer a pessoa alguma “faça isso, faça aquilo, faça aquele outro“. Para isso fomos dotados de livre-arbítrio.

CONCLUSÃO

Falando, escrevendo sobre o que funciona para mim, talvez eu consiga influenciar que alguém procure o seu jeito de fazer as coisas de modo a ter uma vida saudável, feliz e longeva.

Se uma pessoa, apenas, decidir que quer para si mesma um presente e um futuro melhores, e resolver que vai mudar alguma coisa (e realmente se dedicar a isso), meu objetivo estará alcançado.

Deixe seu comentário, compartilhe, visite o canal no You Tube.

Obrigado.


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