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Mente Sã, Vida Longa: Como Gerenciar Emoções Aumenta a Longevidade

Quarta, 07 de Outubro

Funciona como um relógio. Diga-se de passagem, é marcado pelo relógio. Ou pelos relógios, que aqui são muitos. Leva sempre exatamente três horas, entre o tempo que levanto da cama e o momento em que me sento, seja aqui para escrever ou na frente do PC para editar vídeos.

Na verdade, tirando a parte dos exercícios com pesos e a caminhada, todo restante do tempo é passado sentado. Agora são 06h54 da manhã. Levantei às 03h49. estava acordado desde pouco depois das 2, tendo ido dormir às 21h, na noite anterior. Não sei se vou sentir sono quando voltar para a frente do PC, e não importa. Já terei feito bastante coisa, até lá.

Durante o tempo em que fiquei na cama, até tentei dormir, e acredito que tenha dado umas cochiladas, naquele sono que parece e que não é. E nesse meio tempo algumas ideias me ocorreram. Isso sempre acontece, imagino, mas como nunca anoto, não tenho como saber com certeza.

Não teria como escrever no escuro e não tenho abajur ao lado da cama, porque o quarto é pequeno, não tem espaço. Para bem falar que de for escrever aí mesmo que perderei o sono, e não é bem isso que quero que aconteça no meio da madrugada.

Seja como for, as ideias que tive ficaram marcadas na minha memória, até porque eram coisas que já havia pensado em escrever, antes, então não terei problemas em voltar a elas quando chegar o momento de abordá-las.

Tenho escrito muito sobre a saúde física. Acredito ser um ponto importante, porque não acho muita vantagem a pessoa ter uma boa cognição, estar com a mente e o espirito em paz, pensar em fazer as coisas, e o corpo não acompanhar. Não pode ser por aí.

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Enquanto tentava dormir, na madrugada, fiquei pensando que para ter uma boa saúde mental e espiritual a pessoa precisa ter o que a quase totalidade das pessoas não têm: a capacidade de não se envolver demais com o que está fora do seu controle. Esta capacidade tem um nome: inteligência emocional.

Uma coisa que aprendi com o Wayne Dyer:

Eu controlo meus pensamentos.

Meus sentimentos se originam dos meus pensamentos.

Logo,

eu controlo meus sentimentos.

E é assim mesmo que funciona.

Tem muitas coisas que fogem a nosso controle. O confisco da poupança (Collor, 1992); o resultado desta ou daquela eleição (desde sempre); a ameaça de (e o frequente) rebaixamento do Grêmio. Entre tantas outras. Uma guerra que eclode do outro lado do mundo, ou mesmo aqui ao lado. São todas coisas preocupantes, sim, mas não o suficiente para que nos deixemos afetar demais.

O Dyer me ensinou a dizer “o próximo” quando pensamentos começavam a ficar pesados demais, talvez me levando à paralisia, ou a sentimentos por demais negativos. Depois, o Hélio Couto simplificou ainda mais, ensinando a dizer (ou pensar, simplesmente) “cancelado, cancelado“. E isso realmente funciona, para mim.

Nada que está fora do meu controle tem o poder de me afetar demais. Sempre digo: se ficar me atormentando com pensamentos de infelicidade por causa de alguma coisa sobre a qual não tenho controle vai ajudar a resolver o problema, então me preocuparei até à morte. Mas se não vai, qual seria o propósito disso? Colaborar para o meu envelhecimento precoce?

Houve tempo em que até me engajava na política, em termos de me preocupar com o resultado de uma eleição. Mas nenhum político eleito realmente fez alguma coisa que melhorasse a nossa vida. Mesmo que quisesse, ele não poderia. Não depende apenas dele. E sempre, sempre, haverá oposição.

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Faltou ainda mencionar a principal causa de sofrimento das pessoas; a rejeição de uma pessoa a quem se pensa amar (e pior, quando esta mesma pessoa diz que nos ama, mas não age como se amasse); a não aceitação da decisão (legítima) que uma pessoa yem o direito de tomar, pelo término de um relacionamento. E por aí vai. É preciso ter inteligência emocional para não deixar quer essas situações nos desviem dos nossos objetivos.

E aí entra um outro grande problema: a pessoa não ter (ou não saber quais são) objetivos pessoais. Projetar sua vida em função do resultado de uma eleição, ou do resultado de campo do seu time do coração (e muita gente faz essas duas coisas) tira a sanidade e a paz de espírito da pessoa. Todos sabemos que é o mais comum a acontecer.

Eu tenho que saber o que quero para mim independente dos rumos que a política siga. Independente de quem estiver no poder. Tenho convicção de que o político, o presidente do clube de futebol, a pessoa que me rejeita, estão todos seguindo o sonhos deles. Ninguém está pensando em vir me salvar.

Eu tenho que ir atrás dos meus sonhos, independente da condição do país, ou da loucura do mundo. O mundo será o que tiver que ser. Se aplica a tudo e a todos. Inclusive a mim, mas eu tenho que saber o que quero me tornar, ainda mais do que saber o que não quero.

Então, em primeiro lugar, me torno, todos os dias, um cara que não tem tempo nem disposição para reclamar do que não posso controlar. Me empenho em fazer o que esta ao meu alcance e agradeço todos os dias por poder fazê-lo. Fazer por mim, independente de qualquer outra coisa ou vontade alheia.

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Inteligência emocional é treino. No começo parece difícil, até mesmo impossível, porque a pessoa cresce a aprendendo que não pode controlar os sentimentos. Aprende com  ensinamentos de outras pessoas que nunca tentaram fazer uma coisa diferente em relação a isso, porque aprenderam com outras pessoas que apenderam com outras que aprenderam com outras. . .

E se a gente começa a pensar (e agir) de forma diferente da galera, imediatamente começa a sentir os efeitos. O estranho, o nerd, o introvertido, e assim por diante, Começam as (des)classificações, os apelidos pejorativos.

É preciso ser como o nordestino do Graciliano Ramos (ou seja, um forte), para não sucumbir ao sentimento de pertencimento a uma turma (porque, afinal, se não fizermos parte de uma turma, sendo igual a todo mundo), não temos quase nenhum valor. Acredito que sentimento de pertencimento seja importante até a página dois. Se na página três aquilo a que se pertence começa a nos prejudicar e/ou cercear de alguma maneira, está na hora de parar de ler e/ou trocar de leitura.

Quando penso no meu objetivo de viver cem anos ou mais, sempre tenho em mente qu para isso tenho que saber controlar meus sentimentos e deixar de lado tudo que não acrescente nada de positivo tanto à minha vida quanto ao meu objetivo. Então, sofrer por causa de resultado de eleição, rebaixamento do Grêmio ou rejeição amorosa não está no meu radar de sobrevivência e longevidade.

São todas coisas pequenas demais para deixar que atrapalhem o meu progresso e evolução pessoal. Ter inteligência emocional não torna a pessoa pior nem melhor que    ninguém. Ajuda a focar no que é realmente importante: paz de espirito, saúde mental e espiritual. Por tabela, ter menos preocupação e sofrimento elimina o desânimo de cuidar da saúde física, que afeta muita gente.

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Outro dia escrevi que tenho no notebook uma planta de uma casa, que penso que terei no futuro. A casa da planta não é grande, mas tem três dormitórios e três banheiros. Bah, mas parece grande, para uma pessoa que mora sozinha.

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Depende.

Um quarto para dormir, sem televisão. Televisão no quarto de dormir é uma armadilha. Alimenta o desperdício de horas do dia dormindo. Um quarto (ou uma peça, melhor dizendo) para servir de escritório. Este, sim, com televisão, estantes com livros (quem mora em quitinete quase nunca tem livros), materiais de escritório, uma impressora, o computador, etc

Uma outra peça (a menos que seja uma casa de dois dormitórios com uma outra área no fundo) onde possa acomodar a minha esteira e outros materiais de ginástica, uma televisão, outros materiais de trabalho, como minhas prensas de sublimação, e que possa eventualmente servir como quarto de hóspedes.

Antigamente, em uma outra vida com outro modo de pensar, eu queria ter uma casa de altos e baixos, um sobrado. Depois mudei de ideia. Depois mudei de ideia de novo. Hoje em dia está em aberto. Quando morava em Bento Gonçalves, o apartamento era no sexto andar. No elevador, o térreo já contava como segundo, porque a garagem era subterrânea.

Usualmente, fosse da garagem, fosse do térreo, quando não estava muito carregado de compras (e às vezes até estando), subia pela escada. Exercício para as pernas. Subia praticamente sem arfar. A dor nas pernas era prova de que o exercício estava fazendo efeito.

É uma das poucas coisas de lá que sinto falta: subir escadas. Por isso mantenho em aberto a possibilidade de vir a morar num sobrado, se acontecer. Vou tentar que não, mas se surgir uma boa oportunidade, por que não? Ou então compro um aparelho de puxar pesos.

P.S.: clique no título para visualização da imagem.


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