Sexta, dia 2
Essa coisa de ter voltado a escrever em blog aos poucos vai retomando aquele ritmo normal, para mim. O ritmo normal, para mim, é ter postagens prontas e agendadas com alguma antecedência. Ainda não consegui isso, mas a coceira está ficando cada vez maior. Para esta questão, o maior impedimento ainda reside no fato de eu gostar muito de trabalhar na edição de meus vídeos para o You Tube e o dia só ter 24 horas.
Uma das coisas que me preocupam, aqui, é que venho falar de coisas que funcionam para mim, como já dito antes, mas ao mesmo tempo tenho uma expectativa de que alguém, uma pessoa que seja, se inspire e passe a cuidar de si, de sua vida, de um jeito melhor que funcione para ela.
Em nenhum momento foi dito aqui que eu levo uma vida perfeita. Isso não existe. Perfeição pessoal não existe. O que para um pode ser defeito, para outro pode ser qualidade. É de cada um. Para nem falar na questão dos problemas da vida, que todo mundo tem. Não existe exceção para isso, mesmo quando a pessoa eventualmente pense que não tenha nenhum.
Eu tenho vários (aos olhos das outras pessoas): não fumo, não bebo cerveja, nem chope; nunca experimentei nenhum tipo de droga (à exceção do Grêmio Football Porto Alegrense); não sou chegado em samba, muito menos em pagode; não gosto de música sertaneja, desde o raiz até o mestrado; andei uma vez de carona numa moto e jurei a mim mesmo que nunca mais o faria, nem pilotando.
Não gosto de escutar música muito alto. Outro dia estava conversando com a filha e ela concordou comigo: é importante ter um aparelho de som que seja bom, para poder escutar bem a música, sem precisar exagerar no volume.
07h55
Tudo isso acredito que sejam defeitos meus. A maioria eles são insuperáveis. Tenho alguns na parte de alimentação, também, mas estes são francamente administráveis, nem vale a pena comentar. Algumas pessoas podem achar que seja um grande defeito meu ser uma pessoa disciplinada. A disciplina é uma ameaça para muita gente. Às vezes inimigo mortal.
Não sei há quanto tempo tenho sido assim, mas não foi desde criança. Não sei. Na vida adulta, já, antes de tratar abertamente sobre o assunto, havia coisas que eu fazia que exigiam disciplina, mas eu não pensava, ou usava a máscara da falta de dinheiro. A maior prova sempre esteve no quanto e caminhava. Se o contador de passos já existisse quando eu era adolescente, haveria recordes e mais recordes contabilizados.
Daqui a pouco terei que dar uma pausa na escrita para voltar a encher a máquina para ela exercer o segundo ciclo de lavagem. Essas coisas eu faço cedo (saí da cama por volta das 4 horas), especialmente em dias como hoje, que amanheceu ensolarado, apesar do frio, o que não tem sido normal. A previsão é de que a primavera do RS seja mais chuvosa do que de costume.
Ah, faltou mencionar um detalhe sobre meus defeitos. É um detalhe importante, que pode atrapalhar algum futuro relacionamento (que não acredito que possa acontecer): não tem jeito de eu dormir de conchinha. Levanto muitas vezes, à noite, para ir a banheiro, portanto tenho que ter todas as partes do meu corpo livres para poder me movimentar sem atrapalhar o sono da outra pessoa.
Quando digo que não acredito que possa acontecer de eu entrar de novo em algum relacionamento, estou me colocando no lugar de outras pessoas, que possam gostar daquilo ali que escrevi que não gosto. .
Pausa para encher a máquina.
09h11
Voltando. A distância de tempo foi maior porque, neste momento, a roupa lavada já está pendurada lá fora e o lanchinho da manhã já está feito. Hoje foi uma maçã. À tarde, uma banana. Vão ficar de fora as bergamotas. Amanhã de manhã começo pela bergamota, de tarde uma maçã, sobram as bananas. Rodízio típico.
Estou exercendo minha disciplina desde o momento em que saltei da cama. Na verdade, queria ter ficado mais tempo deitado, mas é uma coisa que, quando bate aquela coisa de ter que levantar, não tem jeito. Estender o tempo de cama não é uma opção.
Hoje comecei pelo ritual de escrita. Depois, compartilhar o bom dia nos grupos de Whatsapp da família, depois exercícios com pesos. A caminhada dentro de casa começou às 05h34. Estou conseguindo manter a média extraoficial de seis mil passos
. Queria postar uma imagem do contador mas o WordPress não está conseguindo fazer a importação.
Sabia que ficaria ocupado aqui ela maior parte da manhã. Ontem não pude fazer edição do áudio do capítulo do livro em que estou trabalhando no You Tube. Até nem falta muito para terminar. Já estou praticamente na metade dos capítulos do livro inteiro. A ideia é terminar na tarde de hoje e depois, à noite, ter disciplina suficiente para vir aqui e começar a redação do post de amanhã.
Vai ajudar bastante o fato de ter um jogo do Juventude, pela Série B, para acompanhar. Enquanto acompanho o jogo com volume bem baixo na tv, vou escrevendo. Não tem importância que não termine. A ideia é dar um início. Amanhã pela manhã tem o terceiro amistoso da Seleção Brasileira na data Fifa, às 11 horas.
Vou levantar cedo, como sempre, faço tudo que costumo fazer, incluindo finalização e publicação do post de amanhã.
09h32
O planejamento é de conseguir editar um pouco no CapCut antes do início da partida. Hoje deverei ter mais ou menos uma hora de tempo para isso, o que vai permitir terminar o capítulo atual ainda hoje, na parte da tarde, e ainda dar início ao seguinte.
E não adianta: para fazer todas essas coisas, com um organograma montado, mesmo sem ter obrigação, respeitando ao máximo a escala de horários, só tendo muita disciplina. Qualquer coisa que a pessoa planeje fazer não pode depender apenas de força de vontade. Porque esta é a primeira coisa que desaparece, quase sempre.
Não é sempre que saio da cama com vontade de fazer as coisas, ainda mais que não são (ainda) atividades remuneradas. Está certo que manter o corpo e a cabeça funcionando sejam obrigações, porque sou o beneficiário direto. Mesmo assim, sem disciplina eu seria apenas mais um aposentado que fica sentado na frente da televisão com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar.
Seria muito mais fácil viver assim. Não observaria resultados que me fizeram ter um planejamento para viver cem anos ou mais. Aceitaria pacifica e resignadamente o surgimento de alguns achaques do envelhecimento, tomaria alguns remédios para suportar a vida e não pensaria em nada diferente.
Mas eu sempre soube que isso não aconteceria comigo. Mesmo sem saber como seria, eu já sabia que não seria este o meu futuro. Essas coisas também se enquadram no escrevi ontem, sobre planos de curtíssimo prazo. No curtíssimo prazo de todos s dias estou pavimentando o caminho da longevidade.
Sou de opinião que todo mundo deveria pensar sobre isso, e não só pensar, mas agir, fazer alguma coisa no sentido de tornar a expectativa uma realidade. Viver cem anos está ao alcance da maioria das pessoas.
09h51
Mais tarde, ali pelas 17h, quando é costume desaparecer totalmente minha vontade de seguir na frente do computador, editando vídeos, sempre haverá outras coisas a fazer. Haverá a roupa para recolher. Se o dia continuar como está, muito provavelmente já estará tudo seco. Às vezes, e hoje será um desses dias, ainda antes de voltar a computador, enquanto estiver acompanhando o Sala de Redação, provavelmente já vou recolher, dobrar e guardar algumas peças.
Isso também faz parte da estratégia, assim como levar o lixo para fora. Uma coisa que percebi, aqui, já desde o início: as pessoas descartam o lixo todos os dias, mesmo que o caminhão só passe três vezes na semana. É compreensível, se for pensar, porque a maioria das casas em volta têm mais de uma pessoa morando, e algumas com crianças, então a produção de lixo é grande.
O problema é que também há muitos cães e gatos de rua. Os gatos nunca vi, mas os cães chegam a se empoleirar nas lixeiras, rasgando os sacos (que todo mundo sabe que não são grande coisa em termos de resistência) e aí o lixo fica se espalhando pelas calçadas e vias.
Então eu acostumei a colocar o lixo para fora no dia e a poucas horas da passagem do caminhão, que não tem horário fixo. Pode tanto passar o final de tarde, antes das 18, como também de madrugada. A estratégia funciona. Uma vez eu tive que sair correndo e largar o saco na esquina, onde os garis estavam juntando os sacos, à espera do caminhão.
Mas foi só uma vez. Já tendo recolhido a roupa antes, como será caso de hoje, sobra mais tempo para, aí sim, sentar calmamente na frente da televisão e ficar olhando séries. Esta é a minha estratégia anti-ferrugem pessosal.
Haverá mudanças.
10h06
P.S.:
Depois de finzalizada e publicada a postagem, o Worpress colaborou e puxou a imagem que eu queria colocar lá no meio. Botei assim mesmo, sem alterar o texto que dizia que não. Clique no titulo do post para visualizar a imagem.