CINCO
Uma vez a cada duas semanas, em média, tem um dia em que nem sempre a rotina pode ser mantida, por conta da visita que faço à casa dos pais. Isso, na parte da tarde. Na parte da manhã, em geral, dá para seguir tudo até uma certa hora, antes de sair. Mas há dias, como hoje, em que as coisas meio que se complicam. Na verdade, uma das coisas boas da aposentadoria e da rotina caseira de viver sozinho é que sempre é possível se adaptar.
Uma outra coisa boa é que tudo pode ser feito sem a menor probabilidade de estresse.
Então, hoje, sexta-feira, 25 de setembro, está rolando um amistoso da Seleção Brasileira que começou às 7 horas. Eu dormi até às 5. Então, quando levantei, depois dos agradecimentos e orações, fiz o ritual de escrita. Depois fiz os exercícios de levantamento de pesos, e depois fiz um pouco de caminhada. Na hora do início da partida tomei café.
No outro post em que escrevi sobre meus rituais, esqueci de reforçar que a hora do café é sempre o momento de fazer palavras cruzadas. Mesmo com o acompanhamento do amistoso não deixei de fazer. Como sempre, acompanhei o jogo com imagem da tv e narração do rádio. Coloquei o rádio bem baixinho, o que me permitiu fazer as palavras cruzadas com a concentração devida, uma vez que se acontecesse alguma coisa diferente no jogo o volume da narração certamente subiria um pouco.
Nada aconteceu no primeiro tempo.
Portanto, de acordo com o planejado, depois do final da partida será o momento de fazer mais um pouco de caminhada, fechando assim o número mínimo de quatro mil, mas até o final do dia alcançarei marca maior. Também terei que sair, depois, para resolver um problema com a Corsan.
QUATRO
Enquanto ainda rola o jogo dou inicio à produção deste post, e provavelmente o terminarei depois da saída. Vai ficar prejudicado, por tempo reduzido ao longo do dia, a edição do capítulo do livro em que estou trabalhando para o You Tube. Em outros tempos eu talvez esquentasse a cabeça com isso, mas agora não rola.
Se for pensar, muitas vezes eu sequer retomo o trabalho na parte da tarde. Tem uma coisa que eu gosto de fazer, também, que é mexer com o programa Moises, que simplesmente extrai os áudios dos arquivos de músicas em MP3 (o que o CapCut também é capaz de fazer, com a diferença de que o Moises disponibiliza a letra da música para a gente copiar), deixando apenas o playback, os arranjos, e isso é uma coisa que me atrai bastante.
Então, passar um dia sem chegar parto da edição do CapCut não chega a ser algo que me incomode muito. Até por que, se vou sair depois que terminar o jogo amistoso, só vou terminar a produção deste post depois que retornar, e é isso que vai fazer com que eu não faça edição de vídeo na parte da manhã. Vai ficar, talvez, uma hora e meia na parte da tarde para fazer isso.
O amistoso da Seleção Brasileira foi com a Austrália (terça-feira se encontram novamente, no mesmo horário) e o Brasil estava perdendo por 1×0. Empatou no último lance no minuto último.
TRÊS
De volta da ida até a Corsan.
A empresa estava me cobrando uma fatura em atraso desde o dia 13 de fevereiro de 2026. Quando morei em Nova Petrópolis, tinha uma matrícula no meu nome. Quando assinei o contrato com a Corsan de Alvorada, ninguém me disse se havia ou não uma fatura aberta no meu CPF na matrícula anterior.
Não fizeram isso porque não havia. A menina que me atendeu em Alvorada garantiu que a minha conta estaria zerada, começaria do zero. Até porque o contrato foi assinado no dia 12 de fevereiro. Sequer havia água na casa. Aquela data não lembro que dia foi, mas a água foi ligada na segunda-feira de Carnaval. Foi até uma surpresa. Eu estava ocupando o imóvel desde o dia 10 e a Corsan cobrando uma fatura de 6m³ vencida no dia 13. Impossível.
Mas hoje de manhã cedo a minha agua foi cortada. Então eu esperei terminar o jogo amistoso e dei uma chegada na agência da Corsan. Muito bem atendido, funcionários prestativos, fizeram uma comunicação de cobrança indevida em transferência de titularidade e abriram um protocolo de religamento de água em até 24 horas.
“Oremos“, disse eu a eles. Saí de lá desejando-lhes um bom final de semana. Agora é esperar para ver. Menos mal que eu tinha feito apenas vinte e um minutos de caminhada, que mesmo com pesos nos tornozelos não chegaram a me fazer suar. Com a saída, já passei dos quatro mil passos mínimos do contador. Ainda pretendo fazer mais vinte minutos de caminhada, provavelmente na hora do Sala de Redação. Sem a mesma velocidade e sem pesos, para tentar exercitar suando o mínimo possível.
DOIS
Meu costume é de trocar a roupa e cama de duas em duas semanas, e este será o findi da troca. Portanto, se passar um dia, uma noite, sem tomar banho, o mundo não vai acabar. Esta é outra das vantagens de se estar vivendo sozinho: dá para lidar com os contratempos sem muita preocupação
Isso dito, deixei a torneira da cozinha aberta, para ser alertado quando a água estiver de volta, o que até acredito que possa acontecer ainda hoje até o final do dia. Se não voltar até lá, na hora de dormir eu fecho.
Algumas vantagens para o enfrentamento da situação: no momento em que a água parou de correr na pia, eu estava enchendo baldes para encher a máquina de lavar roupas. Ficou roupa lá dentro, e isso não vai fazer nem cócegas na quantidade de dias que eu poderia ficar sem lavar. Tem muita comida pronta na geladeira. Se quiser beber alguma coisa, não preciso me socorrer de refrigerante. Tem garrafas de água na geladeira e pouco mais de um quarto de um garrafão de água ao lado da pia.
Há muita comida pronta, como já mencionado, e se precisasse de água para fazer alguma coisa a água do garrafão dá e sobra. Tem talheres de sobra e cinco cumbucas para refeições, enquanto eu não conseguir lavar. Essas coisas, ter tudo sobrando para o caso de emergências, são um senso que aprendi a desenvolver nos muitos anos em que vivia sozinho, no começo do século.
É o mesmo pensamento que me faz ter atrás de algumas portas da casa um cabide com uma vassoura, um rodo e uma pá, para juntar lixo. Não há necessidade de atravessar a casa para pegar acessórios (o que impede que gente possa se proteger atrás da preguiça de fazer limpeza a qualquer momento). Tem que varrer alguma coisa no escritório? Atrás da porta tem uma vassoura e uma pazinha.
Precisa varrer a ala e a cozinha? Ali também tem. Acho que tenho que varrer o quarto de dormir? Tem uma pazinha e uma vassoura atrás da porta.
UM
Apesar de todos os contratempos da manhã, vou conseguir lidar com alguns minutos de edição de vídeo, ainda antes do almoço. Uma das coisas que eu agradeço, sempre, quando levanto, é o fato de “levar um vida tranquila, quando tantos a têm atribulada“.
Como mencionado anteriormente, e evidenciado pelo que aconteceu hoje, é claro que tenho problemas, como todo mundo. O modo como encaro faz deles uma coisa que eu sempre pensei, que “nenhum problema pode ser maior do que eu“, assim como a ordem de resolver problemas deve ser começar “pelos que dependem apenas de mim” para serem resolvidos.
Dependia apenas de mim sair de casa e ir até a Corsan para começar a resolver um problema que, do meu ponto de vista, era deles, mas que sequer saberiam que existia se eu não tivesse ido lá. Falei para o rapaz que me atendeu junto com a moça que eu até poderia ter feito um acordo de parcelamento dentro do próprio site da empresa, mas seria incluída a conta cobrada de maneira indevida.
Ele para mim: “Muito que bem o senhor não fez isso“. A convicção era de que não deveria, mesmo, fazer.
P.S.
Outro dia quando escrevi sobre nunca deixar nada dentro da pia, esqueci de mencionar que apenas gostar de deixar a pia livre e manter o secador também a maior parte do tempo desocupado não é suficiente. Para manter a pia sempre vazia, depois das refeições, inclusive no inverno, existe a arma secreta da torneira elétrica, com água quente. É tão bom que mantenho ligada até mesmo no verão.
O convívio mais estreito com minha filha e meu genro, que moram aqui perto (umas três quadras, distância que invariavelmente percorro a pé, quando vou lá) tem me mostrado uma infinidade de coisas práticas e de segurança para dentro de casa. Para não interromper a exposição da ideia agora, vou deixar para comentar em outro post.
A ideia das vassouras espalhadas pela casa é minha. Funciona muito bem e não custa muito caro.