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Sempre que releio um post montado antes da publicação encontro trechos com coisas que no fim acabei esquecendo de comentar. Em parte isso é bom, porque tenho sempre o que escrever. Algumas coisas são bastante sérias, mas acabo sempre pensando nelas com humor, o que condiz com a disposição com que saio da cama todos os dias.
Vou tentar colocar algumas dessas coisas aqui, sempre também lembrando que não monto roteiro, sai tudo bem misturado, o que para mim é bom. Agora de tarde, no sábado, estou começando a redigir este post pensando já na manhã de domingo, em que vou sair para ir á casa dos pais. O tempo limitado de domingo para criar um post já começa agora mesmo.
Sobre a contagem diária do número de passos: minha conta extraoficial é sempre de seis mil passos. Significa que no final do mês eu tenho que dar no mínimo cento e oitenta mil. Nunca considero os dias 31, mas me obrigo a dar os mesmos 180 mil no mês de fevereiro, tenha ele 28 ou 29 dias. Fevereiro é o único mês em que a puxada é realmente importante.
Hoje, 26 de setembro, a marca é a seguinte:
. Significa que desde ontem, estou podendo diminuir o ritmo da passada na hora do exercício de caminhada. Mas acaba não sendo bem assim, porque, como hoje, que saí, de manhã, para ir até o mercado e à agropecuária, meu ritmo de andar é naturalmente acelerado.
Quando a esteira está funcionando, a velocidade normal é de 6,6 km/h. Vou assim desde o primeiro dia do mês, somando com outras caminhadas (como, por exemplo, idas ao mercado próximo, ou quando faço tour por vários mercados num mesmo dia), seguindo nessa levada até completar o número mínimo de cento oitenta mil passos.
Depois vou diminuindo um décimo por dia.
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Então.
Se a esteira estivesse funcionando e eu tivesse alcançado a marca de 180 mil passos ontem, na velocidade de 6,6, hoje usaria velocidade 6,5; amanha 6,4, e assim sucessivamente até fechar o mês. Em primeiro de outubro, voltaria aos 6,6. Como ela está estragada, qualquer caminhada minha tem praticamente a mesma velocidade, que não sei dizer qual é, só sei que não é pouca coisa.
Sobre a minha rotina de alimentação: como escrevi no outro post, a refeição tem que dar a sensação de que ela me torna forte. Não recordo se foi exatamente assim que escrevi, mas é como sempre espero que a refeição me faça sentir.
O que deixei de mencionar na vez anterior é que para isso utilizo algumas “ferramentas“, digamos assim: farinha de linhaça, marrom e/ou dourada, ou as duas ao mesmo tempo; farinha de grão de bico, farinha de pistache, ou grãos de pistache, grãos de amendoim, sementes de abóbora. Tudo isso vai na minha comida? Sim, vaim escalonados, em rodízio, mas vai.
As vantagens de comer de colher em uma cumbuca: carne (que faço rodízio), arroz e feijões (que também faço rodízio) estão sempre já prontos, mas o ovo (que consumo um no almoço e um na janta, fora os que vão nos bolos – milho e/ou chocolate – que faço, por causa da vitamina D) é preciso cozinhar.
Com a cumbuca lotada com um tipo de carne, cortada antes, como explicado anteriormente, arroz, e um tipo de feijão (ou lentilha, que também entra no rodízio), misturo o ovo, para ele não explodir dentro do micro-ondas. Num micro-ondas de 31 litros, na potência máxima, o ovo cozinha e a comida não queima, embora fique bem quente (o que no inverno gaúcho é ótimo) em sete minutos.
Depois desse tempo, vem o rodízio de uma farinha e um tipo de grãos por refeição.
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Como funciona: por cima da comida quente espalho pouco mais que uma colher de chá com a farinha e um punhado de grãos, com a mão meio cheia. E por cima disso, a salada. Dificilmente conseguiria montar a mesma estrutura de refeição num prato raso. Infelizmente, não disponho de pratos fundos, ainda (e para ser sincero, no tempo em que tinha nunca tentei) Mas já andei pensando, apesar de que considero ideal a estrutura vigente.
Antes de avançar, um pequeno parêntese: essa ideia de farinhas e grãos não tirei, assim, do nada. Minha filha me apresentou às sementes de abóbora faz alguns anos, e nunca mais consegui viver sem elas. Depois que pesquisei os benefícios, então, nunca mais larguei. E eu nem gosto de abóbora, não posso nem sentir o cheiro. Mas as sementes. . .
E aí que está: todas esses acessórios (assim como a pasta de alho, açafrão, azeite de oliva, vinagre de maçã) foram pesquisados, têm muitos vídeos no You Tube falando sobre isso, mas não só ali. O Dr. Google também tem muito material a respeito. Talvez nem tão nutritivo, mas eu gosto, procuro sempre ter milho verde e o consumo é de meia espiga por dia, no jantar.
No auge do inverno também faço uso de pinhão na comida. Entre cinco e sete pinhões cozidos, cortados, por refeição. A perda do medo de usar panela de pressão foi uma grande contribuição para este hábito.
Mas. . . e quando estou fora de casa, como é que funciona? Acredite se quiser: fora de casa eu pareço uma pessoa normal. Exceto, talvez, quando estou na casa dos meus pais, e estamos apenas eles e eu. Minha irmã caçula podendo estar presente, concedo. São pessoas, fora de casa, que não me importo que me vejam comer de colher, e eles também não se importam.
Se se importam, não dizem.
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Há muitos anos, fora de casa, à exceção da casa dos pais, ou de algum lugar que eu tenha absoluta confiança em quem cozinha, eu como apenas carne e salada. Arroz e feijão de restaurante, nem pensar. Não confio. Se tiver peixe, melhor, se não, vou na carne que seja fácil de mastigar.
Hoje em dia quase todo mundo já ouviu falar (e se é que não têm em casa) do livro A Ciência de Ficar Rico, de Wallace D. Wattles. O que nem todo mundo sabe é que ele escreveu um outro livro, chamado A Ciência de Ficar Bem, tratando dos cuidados que toda pessoa deveria ter com a saúde.
A minha grande surpresa ao conhecer este livro (em audiobook, no You Tube) se deu quando ele abordou a questão da mastigação. Porque ele menciona como fundamental uma coisa que sempre faço, desde que me conheço por gente, e que me fez ficar com uma fama de comilão que até hoje me acompanha, especialmente na família, e que me faz ter sempre um grande problema quando saio de casa para comer fora em quaisquer circunstâncias.
Segundo Wattles, a comida deve ser mastigada até se transformar num líquido, para depois ser ingerida. Exatamente. É isso! Eu sempre fiz isso. Sempre fiz isso. Uma cumbuca de comida, no almoço, ou na janta, levo sempre mais de uma hora para zerar.
Mas quando saio de casa é um inferno (sem exceção), porque quase todo mundo que eu conheço come sem sentir o gosto da comida. Comigo não. Eu não me alimento, faço degustação. Sei exatamente o que estou mastigando, misturado com o quê. Em restaurantes, melhor se eu estiver sozinho.
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Mesmo quando estou também prestando atenção ao que está acontecendo no episódio da série que estou olhando naquele momento, meu mastigar é cheio de atenção para a comida. Também costumo dizer que, se for para comer com pressa, prefiro não comer. Em rodízios de pizza, por exemplo, ou em restaurantes de espeto corrido (estes últimos, então, pior ainda, porque a carne vem crua) eu passo trabalho.
Prefiro não.
Quando escutei a narração do livro do Wattles falando sobre isso, pensei, é outra das coisas que eu aprendi instintivamente a fazer, e sempre estive certo (claro, porque concordo com a ideia dele; alguém que não concorde não lhe irá atribuir tanta certeza assim). Em quase qualquer situação em que tenho que comer fora a coisa me é bastante complicada.
Digo em quase qualquer, porque com meus pais é diferente, quando estamos apenas nós: eles saem da mesa e não se importam que eu fique ainda pelo tempo que precisar. A mãe muda um pouco quando a família se reúne nos aniversários. Nunca entendi muito bem aquela pressa em cantar parabéns (e partir para os doces) tão em cima da comida, mas aí me conformo em comer menos.
Voltando: fora de casa é quando como alface, tomate, pepinos, agrião, se tiver, etc. Porque a salada que faço em casa é com ingredientes que posso agrupar num pote fechado e não vão estragar tão depressa. Os outros são imediatistas na degradação.
Uma outra coisa que faço é misturar vinho com refrigerante. Os vinhos contém licopeno (acho que é este o nome), que é bom para o organismo, mas aí vem aquele argumento de que teria que beber muito vinho para fazer efeito, mas eu entendo que água mole em pedra dura de grão em grão enche o papo.
Esses hábitos de alimentação me fazem sentir forte. Também por isso é bom ficar em casa.
P.S.:
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