MINDINHO
Em algum momento vou começar a estabelecer um processo de adiantamento de postagens, criando rascunhos, ou começando a criá-los, ainda na véspera. A ideia é diminuir o tempo na publicação dos posts, que mesmo ficando um pouco mais fácil de chegar na métrica desejada do número de palavras, ainda leva pouco mais de uma hora e meia.
Preciso fazer isso porque vou entrar agora na edição de um capítulo do livro em que estou trabalhando no canal de leitura do You Tube que tem, brutos, quase 130 minutos de duração. Com os cortes por erros de leitura, incluindo as regravações, se estivesse fazendo direto, sem tirar horas para escrever aqui, levaria pelo menos cinco dias de trabalho.
Uma coisa que é preciso dizer, ainda tem a ver com o que comecei escrevendo outro dia, sobre o público-alvo da maioria dos canais no You Tube que falam sobre criação de conteúdo e a perspectiva de viver de You Tube. As pessoas orientam sobre o que seria necessário fazer para monetizar seus canais e conseguirem “sair do CLT“. Também de acordo com o que escrevi antes: eles tratam da regra.
O meu caso é de exceção. Eu já saí do CLT.
Tenho uma renda fixa paga pelo governo. Só posso dizer que é mais do que um salário mínimo. Em outras palavras, sou aposentado pelo INSS. Por um tempo eu até pensei em ter o canal monetizado (agora são dois canais), mas agora já percebi que o que faço por lá é coisa que eu gostaria de fazer (e gosto) mesmo que não receba nada por isso.
É o mesmo pensamento de que eu me movimento de uma determinada (boa) maneira mesmo quando ninguém está olhando. Também é preciso dizer que isso não me faz melhor nem pior do que ninguém.
SEU VIZINHO
É inegável que haverá uma dessincronização muito grande quando se começa a produção de uma postagem num dia e se termina no outro. Porque os assuntos se perdem, quando se chega no outro dia a cabeça está em outro lugar. Ao mesmo tempo, do meu ponto de vista, é uma coisa que torna a postagem mais espontânea e com menos jeito de obrigação para quem escreve.
Fica, mesmo, com o ar de que se está tendo uma conversa ao vivo. Assuntos se misturam de um parágrafo para outro, dentro de uma mesma portagem, que dirá de um dia para o outro. As ideias vão aparecendo, um parêntese puxa outro. Às vezes preciso voltar um pouco no tempo para contextualizar alguma coisa que se quer escrever sobre o agora.
O agora, como se sabe, é o único tempo em que vale a pena se estar, mas de vez em quando, para falar sobre o agora, é preciso retornar (sem reviver) fatos do passado que nos trouxeram até aqui. Outras vezes o agora é a base do que pensamos que queremos para o nosso futuro. Outras vezes o passado nos remete diretamente para o futuro, sem passar pelo agora.
É assim que nossa cabeça funciona. Mas não se deve viver nem no passado, nem no futuro. Só agora é que conta, porque é onde estamos vivendo, e isso nunca vai mudar.
Por exemplo: a lembrança dos trajetos entre Porto Alegre e Nova Petrópolis, Nova Petrópolis-Porto Alegre do passado me fazem nitidamente sentir que voltarei a fazer isso no futuro, assim como a lembrança de que já morei lá por algum tempo me faz sentir que, com a maior certeza, voltarei a morar naquela cidade.
Eu gostava da vida em Bento Gonçalves, mas sentimento de pertencimento, mesmo, só em Nova Petrópolis.
PAI DE TODOS
Estava escrevendo sobre algumas das minhas rotinas. O mais engraçado, agora, é que de vez em quando preciso me lembrar de que não tenho mais que cumprir um rigoroso esquema de horários, como no tempo em que eu trabalhava oficialmente, com ponto batido, ou tendo que comprovar digitalmente o cumprimento de horário.
Às vezes me sinto obrigado a dizer a mim mesmo, “véio, tu tá aposentado, não tem obrigação“. Mais estranho ainda é o fato de eu ter efetivamente largado o serviço monitorado em 2021. Estava aposentado, já, desde 2014, quando isso aconteceu. No total, foram 42 anos, com um ano de estágio anterior, na mesma empresa. Por incrível que pareça, a sensação de obrigatoriedade ainda não saiu de mim.
PARÊNTESE
Neste moento da postagem, a situação do analista de escrita é a seguinte:
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Voz passiva: Você esta usando voz ativa o suficiente. Isso é ótimo!
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Frases consecutivas: Não há inícios de frases repetitivos. Ótimo!
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Distribuição de subtítulos: Bom trabalho!
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Tamanho dos parágrafos: Nenhum dos parágrafos é longo demais. Bom trabalho!
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Tamanho da frase: Ótimo!
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Palavras de transição: concluído!
FECHA PARÊNTESE
Parece até um conto de fadas. Claro que não vai terminar assim. Não tem como. As condições acima não querem significar que estou ficando bom no que estou fazendo. Coloco tudo na prateleira da coincidência, até porque descobri que estava assim por coincidência: só fui dar uma olhada para ver como estava, o que eu precisava acertar.
Dando sequência.
Uma das coisas que aprendi nos últimos tempos foi que “egoísmo não é você viver do jeito que quer viver; egoísmo é querer que os outros vivam do jeito que você quer viver“. Isso significa que, se você quer ter alguém do seu lado, certifique-se de não estar querendo que a pessoa mude para se adaptar ao seu jeito de querer viver.
FURA-BOLO
Vale o mesmo no sentido inverso. Certifique-se de que a outra pessoa não esteja querendo que você mude. Ninguém tem o direito de querer mudar ninguém. O que serve para mim (por exemplo, cuidar da saúde fazendo exercícios, melhorando a alimentação e cuidando do que deixo que tome a minha atenção) nem sempre servirá para oura pessoa.
Eu tenho que saber disso e procurar não tentar obrigar a pessoa a fazer o mesmo. De sua saúde cada um sabe (ou não) como cuidar, e viver com as consequências. Ninguém tem o direito de tentar me modificar na intenção de me cuidar. Significa que as minhas rotinas serão seguidas à risca se eu quiser me manter saudável e chegar a viver mais de cem anos.
Ninguém é obrigado a fazer o mesmo. Ninguém pode me impedir de querer fazer isso (e efetivamente fazer). Tudo isso para dizer que vida a dois é uma questão de adaptação, companheirismo e livre-arbítrio. Não é que tenha surgido na minha cabeça do nada. Me baseio nos muitos vídeos que tenho assistido sobre relacionamentos (ou tentativas de). Como escrevi antes, alguns me fazem dar risada.
Durante a vida vivemos muitas vidas. Vou reformular. Ao longo dos anos vivemos muitas vidas. São muitas situações, muitas contingências, muitas pessoas. Então chega o dia em que a pessoa descobre que se conhece. Não acontece por acaso. Toda vez que acontece uma certa situação reagimos de uma certa maneira. A coisa vai se construindo ao longo do tempo. Com base nisso, podemos modificar nossos pensamentos, e assim nosso comportamento.
Eu sempre fui um cara calmo. Por conta disso, nunca fui de explodir e sair ameaçando que “farei isso, aquilo e aquilo outro“. Não. Ao longo do tempo aprendi a ser um estrategista. No que é estratégia eu trabalho em silêncio.
MATA-PIOLHO
A busca pela longevidade é uma questão de estratégia. Eu venho aqui e escrevo sobre isso, vou ao You Tube e gravo vídeos sobre isso, mas não fico pessoalmente tentando convencer ninguém a estabelecer a mesma meta pessoal, Não vale a pena. As pessoas seriam capazes de justificar por que não querem se cuidar.
Melhor deixar que cada um cuide de si do jeito que quiser. Quando eu levanto, de manhã, agradeço por um monte de coisas. Peço bênçãos para mim e algumas pessoas. Murmuro frases de prosperidade seguindo a orientação dos Abrahams (leiam os livros de Esther e Jerry Hicks), começando pelos 17 segundos, já tendo chegado nos 68 sem interferências negativas.
Isso é o básico quando levanto, antes de fazer o ritual de escrita, tomar café, me exercitar, tomar banho, etc, não necessariamente nesta ordem. A ordem depende muito do horário em que levanto, e isso varia de acordo com o que meu corpo pede. Tem dias que minha cabeça pensa “quero ficar mais um pouco na cama” e o corpo diz “estou pronto para levantar“. Então eu levanto,
Tem dias que é o contrário. A cabeça diz “tenho que levantar“. O corpo diz “quero ficar mais um tempo deitado“. Então eu durmo mais um pouco. Às vezes começo pela escrita, às vezes pela caminhada, às vezes pelo café. A ordem não importa muito. São as primeiras três coisas que faço a cada dia depois dos agradecimentos e das orações, seja por rotina, seja por hábito, tanto faz.
O importante é que o meu humor, quando acordo, todos os dias, é sempre o mesmo. Nunca muda. Não tem surpresas, nem mesmo para mim. Muito menos para mim. É um jeito que eu escolhi ser. Sempre fui assim. Sempre serei. Não tem nada que mude isso.