RSS

Três Hábitos Simples que Podem Mudar a Forma como Você Envelhece

Sobre ter objetivos

Viver até cem anos ou mais é efetivamente o que se poderia chamar de projeto de longo prazo. De acordo com um antigo pensamento que tenho, existem muitas maneira de se alcançar objetivo de longo prazo. Uma delas é estabelecer paralelamente objetivos de médio, curto e curtíssimo prazos.

A premissa central deste pensamento é a de que quando focamos em um projeto de longo prazo de maneira exclusiva, a demora na sua realização pode levar ao tédio e/ou à desistência. O que suponho seja alguma coisa que ninguém quer – ao menos, eu não quero.

Meus objetivos de longo prazo, como foi expresso na postagem anterior, além de viver até cem anos ou mais, são de manter, para isso, saúde física, mental e espiritual. Daí pulo diretamente aos de curtíssimo prazo.

Todos eles têm a ver com os de longo prazo. Têm a ver também com os de médio e curto, porque todos eles têm, como base, a manutenção da saúde. Sendo assim, é necessário manter uma série de rotinas, embasadas no estabelecimento de hábitos, e, como todo mundo sabe, hábitos são comportamentos que podem ser aprendidos.

Como regra geral, hábitos são comportamentos que, depois de aprendidos e incorporados ao nosso modo de ser, tornam-se inconscientes.  São por isso difíceis de serem abandonados. Um hábito depois que entra no nosso inconsciente, transforma-se em parte da nossa personalidade.

Com base nisso, sou capaz de afirmar que uma pessoa que diz não ter tolerância a rotinas dificilmente viverá até perto de cem anos (se é que gostaria de viver tanto). Não será persistente nem focada o suficiente para a realização desta meta. Deixada por sua conta e risco, ou seja, não deixando esta vida por alguma razão traumática, viverá menos do que poderia (ou gostaria).

Esta é uma verdade da qual não se pode fugir, nem há peneira que tape seu sol.

Diretas e Indiretas

Todos os dias faço um pouco de palavras cruzadas. O horário escolhido é a hora do café da manhã. Pego um punhado de páginas e resolvo alguns problemas. Mas. . . não costumo fazer uma página inteira por vez. Um dos jeitos de manter minha criança interior ativa, é fazer muitas coisas na base da brincadeira.

Por escrito seria bastante complicado explicar a metodologia do brinquedo com as palavras cruzadas. Prometo que no canal do You Tube vou publicar um vídeo como costumo fazer. Mas aqui posso dizer: a ideia é resolver, em média, uma página por dia, porém completando apenas uma ou duas definições básicas em cada página.

Uma definição básica por folha nas páginas com formato de cruzadas diretas e duas nas páginas de formato indireto.

Como se trata de palavras cruzadas, quando uma definição básica dá início a outras soluções, aquelas são completadas até os limites de cruzamento do momento, A partir daí a folha vai para a parte de baixo da pilha. Parece complicado, mas acontece que depois de no máximo quatro voltas a página está completa.

Isso acaba dando uma média de uma página completa por dia, durante o café da manhã. Há dias em que não completo nenhuma e dias em que ficam prontas quatro ou cinco folhas.

Como resultado da brincadeira, como são em média dois problemas por página, é possível que eu leve até dois anos para completar dois problemas. No momento na pilha tenho problemas que foram publicados em jornais de 2024, 25 e 26. Há poucos meses terminei os últimos que havia que ainda eram de 2023.

Uma brincadeira com um objetivo de curtíssimo prazo. Outra brincadeira é a contagem de passos.

Contando Passos

A contagem de passos faz parte da estratégia para me manter todos os dias em movimento. Ela é feita através do aplicativo Pedômetro, disponível na Play Store. A contagem de passos é um excelente complemento para dar estímulo a quem tem esteira em casa e/ou precisa de ajuda, digamos assim, para sair para caminhar.

Eu nem sei direito como tomei conhecimento desta ferramenta, mas já estou com ela desde antes do final da década passada, entre 2015 e 2018. Não tenho a menor noção de quantos passos dava antes de começar a contar. No atual aparelho de celular a contagem começou em 10.03.2019.

No dia de hoje, já estou numa sequência de , sendo que a última interrupção aconteceu em 2023. Quando comecei a usar o aplicativo e durante um bom tempo, fiz uma configuração que é a que eu chamo de oficial até hoje, de 4.000 passos por dia. Nunca mexi nesta configuração. Acredito que mesmo em dias em que não estou muito a fim de caminhar, ou que, por alguma circunstância fora do meu controle, seja complicado fazer até mesmo aquela contagem, este é o mínimo que me obrigo a dar.

Sempre lembrando que esta não é apenas uma contagem. É uma ferramenta em uso para me manter em movimento, fazendo algum tipo de exercício. Hoje, sábado, 5 de setembro de 2026, às 15h45, no momento em que ainda estou compondo este texto, a contagem está em .

E aí vem a realidade atual da coisa: apesar de nunca ter mexido na contagem oficial de.4.000 passos, a média diária que dou atualmente é de 6.000 passos. Pelos números da imagem e possível verificar que eles oscilam bastante. Isso acontece porque nem todos os dias consigo dar os seis mil passos. Em compensação, há dias em que depois da caminhada básica dentro de casa para chegar aos quatro mil, vou a pé até o supermercado grande mais próximo de casa, que fica a uns 20 minutos a pé, algo assim.

Leveza Pesada

Esta rotina, este hábito, já está arraigado em mim. Não faço nada sem estar com o celular do meu lado, inclusive durante a noite, na cama, porque eu levanto para ir ao banheiro, e a contagem de passos começa já na madrugada. Ah, não é caminhada de exercício, alguém diria. Eu diria que não importa. Porque aí entra uma outra brincadeira, a de bater meus próprios recordes de movimento.

Conto passos em caminhadas leves e pesadas. Dentro dos mercados. Em qualquer lugar. Eventualmente é possível pausar a contagem, porque a ferramenta permite. Se a pessoa quiser manter um registro apenas do que é efetivamente exercício. Eu penso que, para efeitos de manter o corpo em movimento, qualquer atividade conta. É o que funciona paa mim.

No meu caso, que agora moro sozinho, isso não incomoda ninguém. Pode ser um pouco mais complicado se a pessoa estiver em situação diferente quem estiver por perto não for alguém que goste disso. Eu sempre penso que, em se tratando de cuidados com a saúde, cada um sabe o que é melhor para si.

Portanto, só pode falar por si, sem querer interferir na maneira como qualquer outra pessoa decide cuidar da própria saúde, ainda mais quando já se está numa certa idade.

Além da contagem de passos, ou seja, caminhada, costumo fazer exercícios com pesos, mas sobre estes escreverei em outra oportunidade. Apenas direi que antes de ter pequenos halteres,de 2, 3 e 4 quilos, eu usava garrafas pet de dois litros. Uma garrafa de dois litros cheia de água equivale a dois quilos de peso.

Isso significa que não tem desculpa. Aos 68 anos sou sério candidato a ter problemas de sarcopenia (perda de massa muscular).se não cuidar dos músculos e da alimentação. A musculação ajuda muito com isso.

Sobre esta parte de exercícios físicos, devo dizer que concordo quando se diz que não dá para fazer qualquer coisa esperando pela motivação. Muitos e muitos dias eu saio da cama sem vontade nenhuma de fazer exercício, caminhar, levantar pesos. Tem dias que pareço uma antiga música do Kid Abelha, “Hoje eu não vou“. E aí entra a questão do hábito.

Eu não penso. Quando vejo, já estou fazendo. Mesmo sem aquilo que poderia ser chamado de motivação. A motivação é justamente o benefício que meu “eu” de daqui a 20 anos vai me agradecer por ter feito agora.

Quando a televisão pode ajudar 

Há um outro habito que também funciona muito bem para mim, e termos de cognição, que eu pratico todos os dias, mas que pretendo escrever um post inteiro, talvez, quando chegar a hora de abordá-lo. Envolve o momento em que me sento à frente da televisão para olhar séries, o que faço todos os dias, na hora do almoço e na hora da janta.

Não tenho o costume de maratonar séries individualmente. São sempre três ou quatro simultaneamente, dependendo da plataforma que estou acessando numa determinada época. Às vezes fico meses no Amazon Prime. Depois na Netflix. Tem o HBO, tem o Disney.

Tenho assinaturas de todos. Estou tentando recuperar séries do início do século, que eram apresentada daquele jeito sem noção das televisões, mesmo as fechadas, que nunca passavam todos os episódios, e nem sempre na ordem correta. Pelo menos a mim sempre assim pareceu.

Então, em algum outro momento, vou escrever sobre o que faço, a brincadeira que faço, que é uma grande estimuladora da memória, embora, como eu disse, as plataformas e as empresas de dublagem não sejam muito amigáveis, mas eu tento.

P. S.:

Clique no título para visualizar todas as imagens.


Your Comment