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Bastidores de uma Vida Tranquila

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Entre 2006 e 2023, aproximadamente, tive o costume de escrever em um outro blog, como já mencionei anteriormente. Eu vinha todos os dias escrever sobre alguma coisa da minha vida, depois passei a escrever outros tipos de artigos. E depois, no final, postava apenas jogos do Grêmio, e assim fiquei até não ter mais como pagar a hospedagem do site.

E olha que o hospedeiro tentou me buscar de volta de várias maneiras.

Durante aqueles anos, “Deus me livre” de ficar um dia sem postar. Quase ninguém lia o que era postado, apesar de público. E também nunca postei nada que fosse tão íntimo que não pudesse ser postado. Não chegava a ser um tipo de exposição que comprometesse nada, nem ninguém. Mas digamos assim, me relacionei com uma pessoa que acabou me induzindo a não mais postar, porque eu não estava mais sozinho, e eu até acho que foi melhor assim.

Agora eu venho como uma outra proposta, que não deixa de ser do tipo escrever sobre a minha vida, o que pode significar quase a mesma coisa que já foi antes. Entretanto, desta vez me disponho a escrever sobre a minha vida sob o aspecto do envelhecimento. Só que agora existe um outro problema.

Supondo que eu esteja disposto a seguir as métricas que um blog, para ser remunerado, deve seguir: entendo que é uma tarefa complicada, especialmente porque, depois de alguns poucos anos, não sinto a menor disposição para vir aqui todos os dias escrever. E antes de poder concorrer a uma remuneração precisaria ter  pelo menos quinze postagens, com mil e quinhentas palavras em cada uma.

Durante os últimos anos eu comecei a fazer um trabalho no You Tube que, mesmo não sendo remunerado, descobri que é uma coisa que eu gosto de fazer. Gosto de ter aprendido (e ainda estar aprendendo) a lidar com várias ferramentas do mundo digital.

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É claro que trabalho com uma expectativa de algum dia ser remunerado lá, mas não me importo que até o momento não seja. Todo dia de manhã, depois das minhas rotinas iniciais de dia, me sento na frente do computador e retomo meu trabalho. Dou tanta importância para o que faço no You Tube que, mesmo enquanto preparo as publicações de longa duração, faço questão de publicar as de curta, simplesmente para que não fique um único dia sem postagem.

Percebo em mim mesmo uma grande dificuldade em deixar m pouco aquele trabalho de lado para vir atender às métricas aqui exigidas elo Google Adsense, a começar pelas mil e quinhentas palavras. E para que se tenha uma ideia, o “analista de legibilidade“, ferramenta que ajuda a tornar este texto mais agradável à leitura, me força a separar parágrafos a cada trezentas palavras, para que não fique muito extenso.

Sendo assim, sou obrigado a colocar separadores, mesmo que siga dentro do mesmo assunto. Então já se tem uma ideia do que acontece nos bastidores, enquanto você lê (se é que alguém faz isso) este texto.

Isso dito, com cerca de dois terços da publicação já redigidos, penso que ainda faltam três terços, que eu até sei sobre o que poderia escrever, mas não consigo deixar de pensar que poderia estar fazendo alguma outra coisa, talvez até trabalhando no You Tube.

Sempre tem um dia da semana que tiro para o descanso, ou sábado, ou domingo, dependendo se vou ou não à casa dos pais. Sim, estou com 68 anos, e ainda tenho pai e mãe. Não é para qualquer um, mas a minha família, de modo geral, é composta de longevos.

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Outra coisa que me parece bastante complicada de controlar é a exigência do “analista” de que eu destine apenas 25% das frases do texto tenham mais do que 25 palavras. É uma métrica bastante complicada porque nem sempre se pode exprimir uma ideia com um texto assim tão picotado, para nem falar no desconforto de ter que ficar contando palavras.

Uma outra exigência seria a colocação de imagens, mas nem sempre um texto precisa delas para exprimir uma ideia. Às vezes o texto sozinho pode vir  ser bom o suficiente para prescindir de imagens. Eu acredito que para escrever um texto com mil e quinhentas palavras que não seja repetitivo, ou falto de conteúdo, é muito mais importante, para quem escreve, ter um bom vocabulário.

E só bom vocabulário não adianta. É necessário ser muito bom no idioma do texto, o que nenhuma IA consegue substituir com precisão. Quantos e quantos vídeos a gente vê no You Tube com legendas erradas, que passam batidas, e ficam por isso mesmo, porque foram geradas por inteligência artificial?

A questão ali me parece que tem vários ângulos: quem manda gerar as legendas não revisa. Não revisa porque não é bom em Português, por exemplo. Confia em que quem está olhando o vídeo não vai ligar, porque também não é bom no idioma. Algo do tipo: a deficiência de conhecimento de quem cria o vídeo se complementa com a deficiência de conhecimento de quem assiste

Os vídeos nos meus canais do You Tube tem as legendas geradas automaticamente, mas eu faço correção manual. Ou seja, passo horas trabalhando no acerto das legendas, e por isso faço publicações de shorts enquanto não saem os vídeos longos.

Com esta declaração, quase chego ao limite da exigência de trezentas palavras por cada seção do texto. Agora vamos para o que se pode chamar de parte final.

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Nos últimos tempos tenho me divertido olhando vídeos no You Tube em que mulheres se queixam de que não existem mais homens como antigamente. Vídeos que tentam explicar por que é melhor estar sozinho do que entrar em um relacionamento. Há vídeos explicando por que pessoas (homens e mulheres) acima dos cinquenta anos não devem mais namorar.

A parte que me diverte é a questão da generalização. Concordo que há fortes argumentos pró e fortes argumentos contra. Mas ao mesmo tempo em que me divirto com a generalização, penso que sou suspeito, porque me coloco entre os que pensam que para estar num relacionamento isso significa que a outra pessoa tem alguma coisa a acrescentar.

E não estou falando de coisa material, se bem que isso seja necessário para que a outra pessoa não tire nada de mim. E também eu tenho que ter alguma coisa a acrescentar à vida da pessoa (que não seja material).

Coisa material todo mundo tem condição de alcançar sozinho. Todo mundo conhece alguma mulher ou algum homem que se dispôs a estudar, trabalhar duro e conquistar uma boa vida e patrimônio sem esperar que alguém fizesse isso por si. Eu diria, até, que esta parte é fácil para quem efetivamente se dispõe.

Não digo que os tais vídeos que assisto sejam necessariamente edificantes, mas muitas vezes são esclarecedores. Mesmo que não sejam científicos e sejam generalistas, a impressão que deixam é que não estão assim tão distantes da realidade.

A moeda da vida, como sempre, tem dois lados. É uma circunstância que nunca deveria ser esquecida. Mulheres se queixam de que não se fazem mais homens como antigamente. Muito poucas delas dizem que não existem mais mulheres como antigamente (seja lá o que isso signifique, tanto para elas, quanto para eles).

Eu estou com sessenta e oito anos e não sei, ao certo, o que significa ser como “um homem de antigamente“. Vejo alguns vídeos em que mulheres escancaram que são preguiçosas e querem um homem que “banque tudo“. Algumas afirmam que são gatas, maravilhosas (falando em termos de beleza externa), e então merecem que o homem pague tudo.

A maioria dessas mulheres não deixam claro, nos vídeos, o que têm para oferecer em troca. Muitas reclamam que os homens não estão chegando nelas, ou, se chegam, são os feios. Porque elas se acham lindas. E talvez até sejam.

Mas o retorno aparentemente é zero.

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Alguns vídeos me surpreendem. De certa maneira, estão me encaminhando para uma conclusão. Vou esperar mais um pouco para ver o que acontece, mas me parece que quanto mais humilde é a garota (ou a pessoa, melhor dizendo), mais consciência parece ter.

Dois exemplos. Uma garota que para feia não serve diz que as mulheres não querem ajudar os homens, que passam o tempo reclamando e tiram  paz dele. Detalhe: ela disse que as mulheres “gosta de recramar“. Entre outras coisas, sempre com erros de quem não teve estudo.

Ela aconselhava outras mulheres a terem mais consciência sobre construir alguma coisa junto com o homem. E ela disse que não estava conseguindo conhecer “um home pra namorar, casar“, etc., por culpa do que outras mulheres andam fazendo.

Uma outra menina, esta sim, bonita, dizendo que “as pessoa pensa que os home não veve sem mulher, mas ele veve muito bem, sim“. E por aí vai.

Vou continuar assistindo, porque me divertem, esses vídeos. Mas também me fazem pensar. Eu agora estou vivendo sozinho, e tendo a concordar com a parte que diz que o homem precisa de paz de espírito.

Eu diria que a longevidade precisa disso.


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